terça-feira, 10 de junho de 2008

Risco de pandemia heterossexual de Aids fora da África é baixo, afirma OMS

Chefe do programa de combate ao HIV diz que doença está se confinando a grupos.Grande exceção é África; desafios envolvem combate mais focado e a questão africana.
Do G1, em São Paulo
Em entrevista ao jornal britânico "The Independent", o epidemiologista Kevin de Cock, chefe do departamento de combate à Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que não deve haver uma epidemia de HIV entre a população heterossexual fora da África.

Segundo De Cock, embora a África ao sul do Saara continue a ser afetada fortemente pela doença incurável em quase todos os grupos populacionais, fora do continente a situação se estabilizou em torno de alguns grupos de risco, como homens que fazem sexo com outros homens, usuários de drogas injetáveis, profissionais do sexo e seus clientes.
"Dez anos atrás muita gente estava dizendo que haveria uma epidemia generalizada na Ásia. A China, com sua população enorme, era a grande preocupação. Isso não parece mais provável, assim como uma grande epidemia na Rússia. Mas temos de ter cuidado. Como epidemiologista, é melhor descrever o que eu consigo medir. Pode haver surtos em algumas áreas", declarou o especialista ao "Independent".

Segundo De Cock, os principais desafios atuais envolvem controlar a epidemia nos grupos de risco dos países desenvolvidos e entender melhor como a doença se tornou tão prevalente na África, na qual alguns países chegam a ter 40% de sua população contaminada

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