Recentemente, em minha empresa, um trabalhador veio ao meu setor falando que um coordenador de segurança tinha chegado na área e reclamado porque não estavam usando EPI, tirado foto dos EPI's estragados e até arrotado que empresa poderia perder contrato. Minha pergunta: Você é técnico em segurança ou é policial, vigia e/ou fiscal? Existem maneiras mais eficientes de conscientização do que a força. Sim, do que forçar técnicos, que não tem poder de decisão imediata na empresa, se sentarem em uma sala, enquanto se passa fotos de seus erros e ineficiências, pautada no que o coordenador acha que seria o certo, recebendo reclamações e aviso de que podem perder contrato.
E como fazer? Você não é técnico? Qual suas armas? A coação. NÃO! A conversa. O treinamento. Medidas junto ao empresário que o conscientize. A Semana Interna de Prevenção de Acidentes. Peças teatrais. A CIPA. Procedimentos de compra e entrega de EPI. Entre outras ferramentas.
E se a empresa não quiser fazer nada a respeito. Novamente pergunto: É o técnico que irá fazer? Sua única responsabilidade é se documentar de que fez o que pode TECNICAMENTE, para conscientizar a empresa. Ameaça não leva nada, se não, o mundo não teria mais ladrão.
Pensar como técnico é o seu dever. Agir como fiscal é responsabilidade de um auditor. Prender é responsabilidade da polícia. Punir é responsabilidade da justiça do trabalho.
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